Por Amanda Marinho
Mais um ano e novas expectativas surgem com a estréia do Campeonato Brasileiro. Apesar de a Copa do Brasil ser considerada o campeonato mais democrático do país, o brasileirão é o que desperta a euforia dos milhares de torcedores apaixonados e espalhados por todo este país. A cada quarta – feira, sábado, domingo e demais dias, fanáticos se reúnem – em grupos ou mentalmente - de forma concentrada focando suas atenções para um campo onde 22 militantes tem dois únicos propósitos: o topo e a tão sonhada taça do brasileiro. Desculpe se pulei várias rodadas, na verdade, para atingir este patamar, 20 clubes terão de passar por 38 duras e incertas rodadas com dois únicos e majestosos objetivos, que são o gol e a vitória. Nada mais do que a vitória interessa, principalmente em um campeonato onde até a última rodada tudo pode estar incerto, mesmo se o time rotulado como favorito estiver a poucas pontuações de um vice líder, basta apenas um tropeço para que todas as expectativas e esperanças vão por água abaixo. E assim um novo capítulo surge neste universo tão curioso e sedutor que é o futebol.
O brasileirão começa de forma discreta, se compararmos a atenção que conquista de torcedores e simpatizantes no meio do campeonato. Não é para menos, já que grandes clubes começam a se destacar na metade da disputa. Pouquíssimos são aqueles que mantêm a liderança desde o início e conquistam a taça, como foi o caso de Cruzeiro e Fluminense, tendo este conquistado no ano passado, em 2010, contudo, em algumas rodadas, teve a liderança perdida, porém foi campeão deixando milhares de torcedores felizes ( no Rio e em São Paulo, pois a disputa pelo titulo com o Corinthians mobilizou campanhas por parte dos torcedores para que times paulistas entregassem os jogos ). Com possibilidades de classificação para as disputas internacionais, como a Sulamericana e a mais esperada por clubes e torcedores, que é a Libertadores da América, as primeiras colocações do brasileirão se tornam muito atrativas para todos e cria grandes expectativas para o ano seguinte, pois quem não sonha em disputar ou ver seu time na Libertadores, conquistando o passe para o topo de todos os campeonatos? Estou me referindo ao Mundial de Interclubes, aqueles que poucos times brasileiros conseguiram alcançar (espero que, algum dia, eu consiga assistir ao Fluminense concorrendo à taça ). Bom, voltemos à realidade.
Depois de toda a luta no ano anterior, tudo começa do zero, novas disputas são lançadas, novos projetos são feitos por cada clube e cabe a nós, torcedores, continuar exercendo o papel de gritar, xingar, torcer com o coração na mão. São oito meses voltados para cada resultado com jogos sendo disputados ponto a ponto, dias e dias assistindo ao nosso time de coração, sofrendo, vibrando e jamais esquecendo de torcer contra os times rivais ou aqueles nem tão rivais, mas que estão ameaçando a colocação do nosso preferido. Enfim, esta é a vida de um torcedor apaixonado que suporta tudo, alegrias, tristezas e ingratidões de seu time, mas que jamais deixa de torcer e amá-lo profundamente.
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